seja certo que eu te diga
o frio de mim
que descalça nas noites do teu
corpo
receba o calor
que é certo que me digas
e me tragas.
seja certo o nosso tempo
em certa medida
seja o céu o sítio certo
depois da tua
da minha vida.
tudo o que em mim não foi
decalcado
é agora recalcado
e eu espero-te.
no frio escuro vão
do teu não-querer
no esperado sítio certo
do meu espaço de morrer
na ferida que eu te diga
e que eu te veja –
a gritar em corpo aberto
que por certo
certo seja.
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