domingo, setembro 26, 2010

o natal do teu corpo
presente envenenado
é o meu presente
carente
por mim passado.
quando o sol
grande grandíssimo
grandessíssimo
filho de água
me aquece
a alma.
estremeço só de te
ver.
suplico ao universo
de verso em verso
a rima ter
pra te chamar pra te
esculpir.
e essa estátua
deus grego inviolável
enlouquecido
aterra
na minha terra
e não passa um
dia
sem casar comigo.
pergunto-te,
estátua do meu natal,
em que meia-noite
tu me vais tirar a meia?

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