é com quase nada
que te digo tudo
de nós e das florestas
ressurjo-me aflita
aqui e ali e outra vez
que para lá de mim não vás
que de menos de ti não dês
e que o olhar absoluto
das nossas mãos
se desarticule e relativize
para que em cada um dos lagos
dos chãos e das peles
haja um olhar nosso
em instantes eternos de nós
um olhar de olhos
um olhar de mãos
e olhares ínfimos de pó e lava
que nos prende nos lava
e em nós permaneçamos
longe
intermináveis
e que seja com quase nada
que nos digamos tudo
do nosso amor.
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